Brasil na Copa só em 2030
Encerramos aqui nossa cobertura em tempo real. Acompanhe no site da BBC Brasil mais análises da derrota do Brasil. Obrigado pela audiência
Live atualizada por Felipe Corazza, Flávia Marreiro, Giulia Granchi, João Fellet, Pedro Martins e Shin Suzuki com auxílio de Inteligência Artificial.
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O italiano Ancelotti assumiu o comando da seleção em maio de 2025, após sua saída do Real Madrid, e ajudou o Brasil a garantir a classificação para a Copa do Mundo.
Seu contrato vai até 2030, mas a forma como aconteceu esta eliminação fará com que o debate sobre seu futuro comece muito antes do que qualquer pessoa no Brasil imaginava.

Crédito, EPA
Para Tim Vickery, especialista em futebol sul-americano da BBC que se mudou para o Rio de Janeiro em 1994, Neymar não deveria nem ter sido convocado para esta Copa do Mundo.
Jornais pelo mundo narraram a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026 lamentando o desaparecimento da magia que o Brasil proporcionava em outras épocas.
O jornal argentino Olé, conhecido pelas provocações ao Brasil, destacou uma análise em que aponta o fim de um estilo tipicamente brasileiro de jogar futebol.
"Vocês se lembram do Brasil que gostava de ter a bola? Daquele time que cultuava a boa técnica? Das associações criativas e cheias de fantasia? Do futebol total como religião? A modernidade levou tudo isso embora, e esta Seleção joga, vence e perde com uma outra fórmula", diz texto de Diego Macias.
Lise Klaveness é presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF) — a primeira mulher em 120 anos a comandar a entidade.
A ex-jogadora de futebol, advogada e hoje dirigente esportiva ganhou fama entre os dirigentes de futebol do mundo por posições políticas e por discursos críticos às decisões da Fifa.
Na Copa do Catar de 2022, Klaveness fez duras críticas ao tratamento dado a trabalhadores imigrantes antes do torneio e também às leis que restringem direitos LGBTQ+ no país.

Crédito, Getty Images
Achei que as substituições do Brasil foram piorando a cada uma que era feita.
O desempenho da equipe deixou muito a desejar o tempo todo. Hoje, eles tiveram um time de verdade pela frente. Se você joga abaixo do nível esperado e não está no seu melhor, acaba sendo derrotado.
Bruno Guimarães foi o primeiro jogador brasileiro a desperdiçar um pênalti em uma partida de Copa do Mundo desde Zico, contra a França, nas quartas de final da edição de 1986 (excluindo disputas de pênaltis).
Todas as linhas vermelhas traçadas por Carlo Ancelotti — "Neymar terá de merecer o retorno" e "não vou levar jogadores lesionados" — foram desrespeitadas. Não consegui acreditar que Neymar entrou.
Ele mal conseguia se mover, e isso obrigou o técnico a reajustar a equipe; ele teve de afastar Vinicius Junior e Endrick do gol. O time ficou mais exposto e acabou sofrendo dois gols.

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Em 1982, a seleção brasileira tinha aquela que até hoje é considerada como uma das melhores formações da história. Acabou eliminada pela Itália, do carrasco Paolo Rossi (1956-2020), artilheiro que anotou os três gols da squadra azzurra.
Do lado amarelinho, o time fazia brilhar os olhos. Tinha Zico, tinha Sócrates (1954-2011), tinha Falcão, tinha Júnior. No banco, o técnico era Telê Santana (1931-2006).
Como dizem os comentaristas de futebol, os deuses do esporte foram injustos porque este time merecia levantar uma taça de Copa do Mundo. Acabaram caindo na segunda-fase — a Itália ergueria naquele ano seu tricampeonato.

Crédito, Mark Leech/Offside/Getty Images
O apito final transformou o bar norueguês no Soho, em Nova York, num mar de emoção.
Tem gente chorando, gente se abraçando, gente cantando sem parar — muitos ainda parecem não acreditar que a Noruega eliminou o Brasil e está nas quartas de final.
Aos poucos, camisas verdes e amarelas começam a aparecer por aqui. Tristes, mas resignados, brasileiros chegam ao reduto rival para tomar uma cerveja com os vencedores.

Crédito, Giulia Granchi/BBC
Dois toques na bola bastaram para encerrar o sonho brasileiro na Copa do Mundo. Autor dos dois gols da vitória da Noruega sobre o Brasil nas oitavas de final, neste domingo (5/7), Erling Haaland foi o protagonista da partida que eliminou a seleção brasileira e garantiu a classificação dos noruegueses às quartas de final.

Crédito, Getty Images
A eliminação da Seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 pelo placar de 2 a 1 diante da Noruega é mais um capítulo que deve entrar para a história das derrotas mais dolorosas do escrete nacional.
Neste ano, a derrota tem ainda o sabor do jejum: a Seleção canarinho chegara à próxima Copa, em 2030, com um hiato de 28 anos sem erguer a taça — o que nunca ocorreu desde que o time brasileiro foi campeão pela primeira vez, em 1958.
Leia reportagem da BBC sobre as derrotas mais traumáticas do Brasil em Copas do Mundo.

Crédito, Francois Xavier Marit - Pool/Getty Images
Zagueiro e capitão da seleção disse que o Brasil perdeu chances preciosas e que permitiu ações decisivas da Noruega. Ele diz que a eliminação foi "inexplicável e difícil de falar".
A derrota para a Noruega marcou a pior campanha da seleção em Copas desde o mundial da Itália em 1990, quando o time de Sebastião Lazaroni perdeu da Argentina também nas oitavas de final com um gol de Cannigia.
E o Brasil continua sem ganhar da Noruega. São cinco partidas no retrospecto agora, com três vitórias dos escandinavos e dois empates.
De forma dramática e melancólica, o Brasil é eliminado da Copa do Mundo de 2026
Erling Haaland confirma que é um dos grandes atacantes do futebol mundial e marca os dois gols que garantiram a classificação norueguesa.
Brasil perdeu um pênalti em cobrança de Bruno Guimarães aos 14 do primeiro tempo e diversas oportunidades claras de gol, uma delas claríssima para Endrick.
No final, Neymar marca de pênalti, em uma grande troca de provocações com o goleiro Nyland, mas insuficiente para qualquer reação. Fim da viagem para a seleção brasileira.
Neymar, de pênalti, marca já além do tempo de acréscimo
Neymar e Nyland se provocam
Escandinavos ficam no ataque, tocando bola, e com Brasil dominado