Lula x Flávio Bolsonaro: o que mostraram as pesquisas antes do 2º turno da eleição, segundo o Agregador da BBC News Brasil
Antes do 2º turno da eleição de 2026, as pesquisas de intenção de voto mostravam um cenário de disputa apertada, mas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
No entanto, no domingo, 25 de outubro, Lula venceu a eleição com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (leia aqui sobre as discrepâncias entre últimas pesquisas e resultado da eleição).
O gráfico interativo a seguir mostra a evolução da intenção de voto no segundo turno desde o início do ano, com base nos resultados de votos totais das pesquisas eleitorais divulgadas até o dia do segundo turno. Os resultados e as margens de erro de cada uma delas podem ser consultados aqui.
Flávio Bolsonaro (PL) aparecia dois pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto para presidente no segundo turno, de acordo com a última atualização do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a PollingData.
Em votos válidos (ou seja, considerada só a intenção de voto nos candidatos), o agregador sugeria naquele momento 51% para Flávio Bolsonaro e 49% para Lula.
Qual era a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas?
A seguir, você confere a mais última margem de intenção de voto para Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, segundo as pesquisas agregadas.
Os valores estão arredondados para o número inteiro mais próximo.
Há 95% de chance de que a intenção de voto real para cada político, neste momento, estivesse dentro do intervalo mostrado no gráfico (indicado entre parênteses e representado pelas barras) naquele momento.
Como funciona o Agregador de Pesquisas da BBC
O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, feito em parceria com a consultoria Polling Data, utiliza um modelo estatístico que combina os resultados das pesquisas eleitorais e calcula uma estimativa global das intenções de voto para os candidatos nas eleições presidenciais.
Ele não prevê o resultado final da eleição, mas mostra a estimativa da situação da opinião pública no momento.
A estimativa de intenção de voto do agregador pode ser entendida como uma "média" das pesquisas, mas leva em conta pesos diferentes para cada levantamento.
O cálculo considera as características de cada levantamento e de cada instituto (leia mais abaixo).
Os resultados das pesquisas feitas por institutos como Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, AtlasIntel, entre outros, variam devido a diferenças nas metodologias e nos grupos entrevistados. Assim, o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil é uma ferramenta útil para entender a evolução consolidada das intenções de voto dos políticos na disputa.

Quais pesquisas eleitorais são consideradas?
O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil tem como base as pesquisas em nível nacional registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de janeiro de 2026. São levantamentos realizados por institutos como Datafolha, Quaest, AtlasIntel, MDA, Gerp, entre outros.
São consideradas as pesquisas estimuladas (quando o entrevistador apresenta uma lista pré-definida de possíveis candidatos).
Para o registro no TSE, os institutos devem seguir regras de transparência de dados e metodologia.
Por que pesquisas podem ter pesos diferentes?
Nem todas as pesquisas são tratadas da mesma forma nos cálculos do Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.
O peso de um resultado de pesquisa depende de:
- Quantas pessoas foram entrevistadas, já que amostras maiores geralmente são mais precisas;
- Quando a pesquisa foi realizada — as mais recentes têm influência maior na estimativa atual;
- Quanto os resultados de um instituto diferiram, sistematicamente, dos resultados dos demais institutos.
Os cálculos também suavizam variações de curto prazo, ao mesmo tempo em que capturam tendências mais amplas.
O agregador prevê o resultado da eleição?
O agregador foi projetado para mostrar a situação atual da opinião pública, não para prever o resultado final da eleição.
As pessoas podem mudar de ideia, decidir não votar ou não dar uma resposta honesta aos entrevistadores sobre como pretendem votar.
O modelo se baseia apenas nos resultados registrados no TSE, e não corrigiria uma discrepância generalizada nas pesquisas.
Reportagem: Laís Alegretti
Produção: Caroline Souza, Laís Alegretti, Sally Morales
Desenvolvedores: Matthew Taylor, Marta Martí, Preeti Vaghela
Design: Caroline Souza e Daniel Arce
Pesquisa e revisão metodológica: Rogerio Wassermann, Libby Rogers e Robert Cuffe
Editores: Mônica Mariotti, Carlos Serrano, Nathalia Passarinho, Caio Quero



















