'Fazem música para curar', diz Alok sobre indígenas que o ajudaram a superar depressão

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'Fazem música para curar', diz Alok sobre indígenas que o ajudaram a superar depressão
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O sucesso na música não foi suficiente para afastar o DJ Alok da depressão. Para superar a doença, ele decidiu, após assistir a um vídeo de povos indígenas cantando, visitar a aldeia dos Yawanawá, no Acre.

Após percorrer o país de avião, carro e barco, o DJ conta que recebeu a bênção de um pajé e foi presenteado com um cocar que, embora não use, em respeito à cultura indígena, guarda em casa como lembrança.

"Eu fazia música profissional, ocupava o top dez das paradas, e eles faziam música para curar", diz.

"Aquele momento foi importante para mim como transformação. Primeiro, para eu quebrar o preconceito de que existe uma cultura mais desenvolvida e de que eles seriam menos desenvolvidos. O que existem são valores e objetivos diferentes", afirmou.

"Eu me conectei genuinamente, pela primeira vez, com a natureza."

O resultado desse laço foi o projeto O Futuro É Ancestral, composto por um disco gravado com diferentes etnias, e uma turnê.

Além disso, nasceu uma espécie de biblioteca a partir da gravação de centenas de músicas indígenas para ajudar a preservar essa cultura, a pedido das próprias lideranças com as quais o DJ teve contato.

"Muitas coisas eles não escrevem. Eles transmitem através da música, dos cantos, então quis ajudar a criar este grande catálogo para as novas gerações. Eu mostrei uma gravação para um pajé, e ele chorou. Me disse que cantava aquela música à noite todas as noites à beira do rio para não se esquecer dela", lembra Alok.

Assista a um trecho da entrevista no vídeo.